MITOS ISLÂMICOS

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

O povo mais perseguido do mundo

Por Paul Vallely

Pelo menos uma mulher está segura; ao longo da sua gravidez, ela esteve presa em Cartum, capital da República do Sudão, vivendo com a terrível expectativa de ser enforcada mal o bebé nasça. O seu crime foi o de ter casado com um homem Cristão, e ter sido acusada de apostasia - renúncia da fé islâmica - embora ela mantenha que  nunca tenha sido muçulmana. Na Quinta-Feira, o calvário de oito meses de Meriam Ibrahim finalmente chegou ao fim quando ela saiu do país para em direcção a Roma, onde ela e o seu bebé conheceram o Papa e o Vaticano.

Mas o que aconteceu aos cerca de 3,000 Cristãos de Mosul foi uma história completamente diferente, visto que muçulmanos fanáticos expulsaram-nos das suas casas no norte do Iraque depois de ter sido anunciada uma fatwa nas mesquitas locais a ordená-los a converterem-se ao islão, submeterem-se ao seu domínio, pagar o imposto religioso (jiziyah), ou arriscarem-se a serem mortos se por acaso resolvessem ficar. A última Cristã a abandonar a cidade foi uma senhora deficiente física que não conseguia movimentar-se. Os fanáticos chegaram à sua casa e disseram que eles iriam cortar a sua cabeça com uma espada.

A maior parte das pessoas do Ocidente ficariam surpreendidas pela resposta a esta questão: quem é o povo mais perseguido do mundo? Segundo a International Society for Human Rights, um grupo secular com membros de 38 países distintos, 80% de todos os actos de discriminação religiosa no mundo é dirigido aos Cristãos.

O Centre for the Study of Global Christianity dos Estados Unidos estima que 100,000 Cristãos morrem anualmente, atacados por motivos da sua fé - isto são, 11 Cristãos mortos por hora. O Pew Research Center disse que a hostilidade atingiu o ponto mais alto em 2012, quando os Cristãos enfrentaram algum tipo de discriminação em 139 países, quase três quartos das nações do mundo.

Tudo isto parece ser contra-intuitivo aqui no Ocidente, onde a história do Cristianismo tem sido de domínio cultural e controle desde que o Imperador Constantino se converteu e fez o Império Romano adoptar o Cristianismo no século 4. No entanto, os factos óbvios é que os Cristãos estão a apodrecer nas cadeias do Paquistão por blasfémia, as suas igrejas estão a ser queimadas e os congregantes estão a ser regularmente assassinados na Nigéria e no Egipto, que viu recentemente a pior vaga de violência anti-Cristã em sete séculos.

O pogrom anti-Cristão mais violento do século 21 viu até 500 Cristãos mortos à machadada por radicais hindus de Orissa (Índia), com outros milhares de feridos, e mais de 50,000 a perderem as suas casas. Em Burma, Chin e Karem, os Cristãos são regularmente sujeitos à prisão, tortura, trabalho forçado e ao assassínio.

A perseguição está a crescer na China, e na Coreia do Norte um quarto dos Cristãos locais vivem em campos de trabalhos forçados depois de se terem recusado a fazer parte da seita nacional estatal, fundada por Kim Il-Sung. Somália, Síria, Iraque, Irão, Afeganistão, Arábia Saudita, Iémen e as Maldivas são países que se encontram entre os 10 primeiros na lista dos piores países para um Cristão viver.

Algumas poucas vozes fizeram-se ouvir no Ocidente em torno deste assunto. O historiador religioso Rupert Shortt escreveu um livro com o nome de Christianophobia. O mais conhecido jornalista da religião, John L Allen Jnr, publicou o livro The Global War on Christians. O antigo rabino-chefe Jonathan Sacks disse perante a Câmara dos Lordes que o sofrimento dos Cristãos do Médio Oriente "é um dos maiores crimes contra a humanidade do nosso tempo". Ele comparou esse crime aos pogroms Europeus contra os Judeus, e disse que se encontrava "chocado com a falta de protesto que [esse sofrimento] evocou".

Porque é que isto acontece numa cultura está pronta a fazer protestos públicos contra ferocidade do bombardeamento de Israel a Gaza ou contra o comportamento da Rússia na Ucrânia? Em parte, isto deve-se ao facto da nossa intelligentsia ainda se encontrar presa a formas antigas de pensar em relação ao Cristianismo, como força dominante na hegemónica história do Ocidente. (....)

Uma falsa dicotomia entre a religião e a igualdade foi erigida, e isso resultou numa sucessão de novas histórias, comparativamente triviais, de recepcionistas a serem proibidas de usar jóias religiosas ou enfermeiras a serem suspensas por se disponibilizarem para orar em favor da recuperação dum paciente. A adopção da retórica da perseguição em tais assuntos obscurece a verdadeira perseguição de Cristãos a serem mortos ou expulsos das suas casas em outras partes do mundo.

A maior parte dos Cristãos do mundo não se encontram num frente a frente com secularistas intolerantes em torno de assuntos tão pequenos. No Ocidente, o Cristianismo pode-se ter tornado com o passar do tempo numa fé abraçada pela classe média e colocada de parte pela classe operária, mas no resto do mundo, a esmagadora maioria da população é pobre, e muitos deles batalham contra maiorias culturais antagónicas, e têm prioridades distintas nas suas vidas.  O paradoxo que isto causa, tal como ressalva Allen, é que os Cristãos do mundo caem no meio da divisão esquerda-direita: eles são demasiado religiosos para os esquerdistas, e demasiado estrangeiros para os conservadores.

Junto da elite secular do Reino Unido é socialmente respeitável olhar para o Cristianismo como algo estranho, e é permitido intimidar um pouco os seus aderentes. Isto origina a realidade política surreal onde o Presidente Obama visita a Arábia Saudita mas "não tem tempo" para levantar a questão da supressão do Cristianismo neste país rico em petróleo, e onde o Primeiro-Ministro David Cameron recebe críticas por parte dos não-liberais secularistas devido à historicamente inquestionável afirmação de que a cultura Britânica foi formada segundo valores Cristãos.

A realidade de se ser Cristão na maior parte do mundo é muito diferente. Isto apenas aumenta a tragédia que o Ocidente tarda em compreender - ou tarda em ouvir o apelo de homens tais como o Patriarca Católico de Jerusalém Fouad Twal quando ele pergunta:

Será que alguém ouve o nosso clamor? Quantas atrocidades teremos que suportar até que alguém, em algum lugar, venha em nosso socorro?


Fonte:  http://ind.pn/112mXHm

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Os adoradores de Alá - o deus de meca - são os principais responsáveis pela tragédia que aflige os servos do Senhor Jesus Cristo, mas muito perto deles (em ódio anti-Cristão) encontram-se os seguidores de Karl Marx, Genrikh Yagoda (fundador do NKVD que matou milhões de Cristãos na Ucrânia), Lazar Kaganovich e muitos outros anti-Cristãos..

domingo, 16 de Novembro de 2014

O terrorismo dos grupos islâmicos está acordo com o exemplo de Maomé?

Por Raymond Ibrahim

Qual é a relação entre o Estado Islâmico, EIIL, com o Islão? A resposta da maioria dos políticos ocidentais é: “Nenhuma.” O presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, declarou de forma firme que o Estado Islâmico não é "Islâmico". Devido a isto, convém perguntar: o que é e o que não é islâmico?

O processo tradicional - a resposta islâmica - é o seguinte: O que é que os textos centrais e as escrituras islâmicos dizem sobre o ponto em questão? Será que o Alcorão, tido pelos muçulmanos como livro que contém os comandos literais de Alá, apela ou justifica o ponto em questão? Será que os textos das hadiths e das siras - que alegam conter os ditados e os actos do profeta de Alá, que o Alcorão coloca como exemplo a ser emulado pelos muçulmanos (Alcorão 33:21) - apelam ou justificam o ponto em questão?

Se ainda permanecer alguma ambiguidade, o próximo passo é: qual é o consenso (ijma) entre as autoridades principais do mundo islâmico em relação a isto? Neste ponto, é comum termos que nos voltar para as tafsirs, as exegeses dos homens mais eruditos dentro do islão - a ulema - e levar em contra as suas conclusões. O próprio Maomé alegadamente disse que "a minha umma [nação islâmica] nunca está de acordo em relação a um erro."

Por exemplo, o Alcorão ordena aos crentes que respeitem as rezas; conformemente, todos concordam que os muçulmanos têm que rezar. Mas o Alcorão não específica o número de vezes. No entanto, nas hadith e na sira Maomé deixa bem claro que se deve rezar cinco vezes por dia, e a ulema, havendo considerado tais textos, concorda que os muçulmanos têm que rezar cinco vezes por dia. Logo, certamente que rezar cinco vezes por dia é um acto islâmico.

Embora os políticos Ocidentais e os apologistas islâmicos Ocidentais prontamente aceitem tal metodologia para determinar o que é islâmico - as rezas estão no Alcorão, Maomé esclareceu a sua implementação nas hadith, e a ulema está de acordo em relação a isso - sempre que a questão lida com coisas que colocam o islão sob "má luz" segundo as sensibilidades [esquerdistas] Ocidentais, então a abordagem-padrão mencionada em cima, criada para se estabelecer o que é islâmico, é totalmente ignorada.

Consideremos alguns dos actos mais extremos cometidos pelo Estado Islâmico - decapitações, crucificações, escravizações, predação sexual, massacres, e a perseguição de minorias religiosas - e testá-las à luz da tradicional metodologia islâmica . Iremos analisar se estes actos  estão de acordo com o critério islâmico, especialmente dentro do contexto da jihad - que tem a sua própria regra de conduta.

Decapitações

O Estado Islâmico decapita os "Infiéis" - incluindo mulheres e crianças. Este aspecto do Estado Islâmico provocou o horror um pouco por todo o mundo, mas o que eles fizeram é islâmico ou não? O Alcorão apela para a decapitação dos inimigos do islão, especialmente dentro dum contexto bélico, ou jihad:

"E quando vos enfrentardes com os incrédulos, (em batalha), golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado, e tomai (os sobreviventes) como prisioneiros." (47:4)

Outra ayah declara:
"E de quando o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois, aos fiéis! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!" (8:12).
E em relação ao outro critério - o exemplo do "profeta" e o onsenso da umma -  Timothy Furnish, autor do ensaio de com o título de “Beheading in the Name of Islam,” escreve:
A práctica da decapitação de cativos não-muçulmanos remonta até ao tempo do profeta. Ibn Ishaq (d. 768 C.E.), o mais antigo biógrafo de Moamé, registou a forma como o profeta ordenou a execução através da decapitação de 700 homens da tribo Judaica de Banu Qurayza em Medina por uma alegada conspiração contra ele. Os líderes islâmicos desde os tempos de Maomé até aos dias de hoje seguiram este modelo. Exemplos de decapitações, tanto dos vivos como dos mortos, dentro da história islâmica são uma miríade. (...) Durante séculos os principais estudiosos interpretaram este versículo [47:4, o versículo da decapitação] de forma literal. (....) Muitas interpretações recentes permaneceram consistentes com aqueles de há mais de mil anos atrás.
Crucificações

Com regularidade, o Estado Islâmico crucifica pessoas inocentes; os órgãos de informação mainstream alegam que até a al-Qaeda está “chocada” com tal comportamento. No entanto, o Alcorão declara na sura 5:33 o seguinte:
O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo.
Consequentemente, as crucificações são comuns por toda a história islâmica. Depois do "profeta" do islão ter morrido em 632 [envenenado por uma mulher judia], muitos Árabes foram acusados de apostasia. O primeiro califa, Abu Bakr, deu então início a uma jihad contra eles e muitos "apóstatas" foram crucificados como um exemplo para os demais. No livro Witnesses For Christ: Orthodox Christian Neomartyrs of the Ottoman Period 1437-1860, a crucificação é listada como uma das muitas formas através das quais os Cristãos foram executados pelos muçulmanos Turcos. 

Mais dramático ainda, no seu livro de memórias Ravished Armenia, Aurora Mardiganian descreveu a forma como observou 16 raparigas crucificadas e os abutres a comerem os seus corpos mortos - tudo isto no início de século 20 e na cidade de Malatia:
Cada uma das raparigas havia sido pregada à cruz viva, cravos espetados nos pés e nas mãos..... Só o seu cabelo, agitado pelo vento, cobria os seus corpos.
Mais recentemente, algumas pessoas (incluindo crianças) foram crucificadas pelos auto-proclamados Jihadistas em nome do islão em países tão diversos como a Costa do Marfim e o Iémen.

Escravatura e Violação Sexual

O que dizer da escravatura, especialmente a escravatura de mulheres não-muçulmanas para propósitos sexuais que está a ser levada a cabo pelo Estado Islâmico? Partindo da mais elevada autoridade escritural dentro do islão - o Alcorão -, passando pelo ao maior exemplo comportamental para os muçulmanos - o "profeta" Maomé - e levando em conta a história islâmica e os eventos mais recentes, a escravização sexual das mulheres "infiéis" é um aspecto canónico dentro da civilização islâmica. O Alcorão 4:3 permite que os muçulmanos tenham relações sexuais com "o que tendes à mão", termo categoricamente definido pela ulema como as mulheres "infiéis" capturadas durante a jihad.

O próprio "profeta" do islão manteve concubinas conquistadas durante a jihad, e teve relações sexuais com elas. Uma mulher Judia com o nome de Safiya bint Huyay foi dada em "casamento" a Maomé imediatamente após o seu pai, o marido e os irmãos terem sido chacinados pelos muçulmanos durante o raid à sua tribo. Maomé tomou-a como despojo de guerra depois de ficar a saber da beleza da jovem mulher. Sem surpresa alguma, ela mais tarde confessou, "De todos os homens, aquele que eu mais odiava era o profeta uma vez que ele matou o meu marido, o meu irmão, e o meu pai" pouco antes de ter "casado" (ou, menos eufemísticamente, "violado") com ela.

Khalid bin Walid - a "espada de Alá" e herói para todos os que aspiram a ser jihadistas - violou outra mulher conhecida pela sua beleza no campo de batalha, com o nome de Layla, pouco depois de ter cortado a cabeça "apóstata" do seu marido, a ter incendiado, e ter cozinhado o seu jantar sobre esse fogo.

Massacres

O que dizer dos massacres em larga escala? Neste video, o Estado Islâmico parecer reunir, humilhar e marchar centenas de reféns masculinos (cujo número disponibilizado é o de 1400) para as suas trincheiras, onde o Estado Islâmico procede disparando contra a cabeça de cada um - ao mesmo tempo que a bandeira negra do islão é agitada.

O próprio "profeta" ordenou o massacre cruel de "infiéis"; depois da batalha de Badr, onde Maomé e os primeiros maometanos prevalecerem sobre os seus inimigos, Maomé ordenou a execução de alguns dos reféns. Quando um dos reféns, com o nome de ‘Uqba, implorou a Maomé para poupar a sua vida, perguntando "Mas, Ó Maomé, quem irá olhar pelos meus filhos?", o "profeta respondeu, “o inferno.”

Ainda mais conhecida é a ordem de Maomé para a execução de aproximadamente 700 homens Judeus da tribo de Banu Qurayza. Segundo a descrição da sira, depois da tribo Judaica se ter rendido depois do cerco, Maomé ordenou que todos os homens fossem levados para onde valas haviam sido escavadas, onde prontamente ele os decapitou - tal como o Estado Islâmico marchou e executou as suas vítimas nas trincheiras tal como observado neste video.

video

Dhimmitude

O Estado Islâmico é também responsável por ressuscitar uma distinta instituição islâmica que foi banida no século 19, graças à intervenção das forças coloniais: a “dhimmitude.” O estabelecimento da dhimmitude é a práctica de exigir um tributo (jizya) da parte dos Cristãos e Judeus conquistados, e sujeitá-los a uma vida de cidadãos de terceira categoria. Ambos os grupos têm que aceitar uma gama de medidas debilitantes e humilhantes: não podem construir ou reparar igrejas, não podem ter sinos nas igrejas ou adorar de forma ruidosa, não podem exibir cruzes, não podem enterrar os seus mortos perto dos muçulmanos, etc.

Estas medidas derivam também dos principais textos islâmicos; o Alcorão 9:29 apela aos muçulmanos que lutem contra "O Povo do Livro" (interpretado como os Cristãos e os Judeus) "até que, submissos, paguem o Jizya". E as Condições de Omar - nomeado segundo um dos "califas piedosos" - explica a forma como eles têm que "se sentir subjugados", que é precisamente o que o Estado Islâmico decretou.

As ulemas do passado e as do presente confirmaram que o Alcorão 9:29 e as Condições de Omar têm o significado literal. Logo, segundo o Sheikh Saudita Marzouk Salem al-Ghamdi, falando durante um sermão de Sexta-Feira:
Se os infiéis vivem entre os muçulmanos, segundo as condições estabelecidas pelo profeta - não há nada de errado com isso, desde que eles paguem o Jizya ao erário islâmico. As outras condições [em referência às Condições de Omar] são .. que eles não renovem a igreja ou o mosteiro, não reconstruam as que foram destruídas ... que dêem o seu lugar aos muçulmanos, se estes se quiserem sentar .... que não exibam a sua cruz, que não façam soar os sinos da igreja, que não levantem as suas vozes durante as suas orações ..... Se eles violarem estas condições, eles ficam sem protecção.
É falso afirmar, como o fez o presidente Obama, que o Estado Islâmico "não é islâmico". Na realidade, até os detalhes mais bárbaros - incluindo a exibição pública dos mutilados corpos dos "infiéis", rindo e posando com as suas cabeças decapitadas - têm o apoio no Alcorão e nas histórias em torno do "profeta".

É desonesto aceitar a metodologia da jurisprudência islâmica - "X faz parte do Alcorão, das hadith, das sira, e é isso consensual entre a ulema?" - só para rejeitar essa mesma metodologia sempre que X coloca o islão sob "má luz". Dentro do contexto da jihad, tudo o que o Estado Islâmico está a fazer - decapitações, crucificações, massacres, escravizações e subjugação de minorias religiosas - está de acordo com o islão, e desde logo, são actos islâmicos.

Fonte: http://bit.ly/1Df83vt

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Curdos: "Fomos roubados pelos nosso vizinhos Árabes"

Refugiados Curdos-Sírios relembram a forma como os seus vizinhos Árabes, em quem eles confiavam, se voltaram contra eles e furtaram as suas propriedades quando os jihadistas do Estado Islâmico invadiram as suas terras. Os lenços usados pelos homens que pilhavam a casa de Hassan Khashman e dos seus amigos Curdos, à medida que eles desesperadamente fugiam dos jihadistas invasores, escondiam as suas faces mas não as suas identidades.

O senhor Khashman, de 40 anos, agricultor, relembrando a visão das pessoas com quem tinha vivido lado a lado toda a sua vida a tratar as suas posses como coisas passíveis de serem levadas (como se fossem suas) enquanto a sua família fugia da povoação etnicamente mista de Kanaiyah como forma de proteger as suas vida, afirma:

Estas eram pessoas que nós todos conhecíamos, nossos vizinhos. .... Vimos Árabes a entrar na nossa casa e a roubar as nossas coisas. Alguns tentaram até roubar a nossa comida enquanto outros tentaram vender as nossas posses nos mercados locais. 

Histórias semelhantes são normais entre os milhares de Curdos que abandonaram a sitiada povoação de Kobane, e zonas circundantes, para a vizinha Turquia, à medida que a região foi varrida pelos impiedosos e ideologicamente motivados combatentes fervorosos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante [EIIL]. Juntando-se à dor de ser forçado a sair das suas terras ancestrais está o roubo das suas posses - incluindo carros, animais do campo e casas - por parte de pessoas em que eles pensavam que poderiam confiar.

Muito descrevem a forma como os vizinhos [Árabes], que eles consideravam "irmãos", terem subitamente mudado de atitude, e se terem oferecido para se tornarem informadores locais - e até combatentes - para as forças maioritariamente estrangeiras do EIIL, à medida que eles varriam povoação atrás de povoação à caminho para Kobane - a zona fronteiriça-chave onde as milícias Curdas estão a combater o seu último ponto-sem-retorno.

Mostafa Bakr, de 33 anos, ferreiro de Nour Ali - povoação próxima de Kobane - que se encontra a viver num superlotado campo de refugiados na cidade fronteiriça Turca com o nome de Suruc, afirmou:

Eles [os Árabes locais] começaram por agir como guias para o EIIL, dizendo coisas como "esta é Curda, aquela vila é Curda, esta é a casa dum combatente dos YPG [milícia Curda]."


Em troca, segundo Mostafa Bakr, os voluntários Árabes receberam carta branca para roubar os Curdos:

Através dos altifalantes da mesquita, eles disseram que tudo o que pertence aos Curdos é halal [permitido] para ser roubado. Disseram "Allahu akbar" três vezes e eu testemunhei eles a dizerem que tudo o que pertence aos Curdos é halal.

Os Curdos dizem que o propósito é provocar uma alteração demográfica equivalente a uma limpeza étnica no norte da Síria, onde existem três Cantões Curdos maioritariamente autónomos.

Eles querem fazer desta área uma área puramente Árabe.

Esta posição é confirmada pelos oficiais Curdos, que afirmam que os Curdos que se recusaram a fugir na zona, baseando-se na crença de que a sua falta de posição política os haveria de salvar, estão a ser expulsos pelo EIIL. Idris Nassan, vice-chanceler Curdo, também exilado na Turquia, afirmou:

Eles [os jihadistas do EIIL] ordenaram que os Curdos de mais de 10 povoações abandonassem as suas casas no espaço duma semana. Numa povoação, Zarek, a cerca de 16 milhas de Kobane, eles substituíram todos os Curdos por Árabes. Esta povoação era importante, tendo a sua panificadora automatizada que providenciava trigo e farinha. Existem centenas de combatentes de povoações e aldeias vizinhas que se juntaram ao EIIL e foram até Kobane para roubar as propriedades das pessoas.

No entanto, o conflicto não é só entre Árabes contra Curdos visto que muitos Sírios Árabes fugiram também perante o avanço do EIIL e estão actualmente e viver em campos de refugiados ao lado dos seus compatriotras Curdos. Alguns Árabes foram vitimizados por terem parentes Curdos, tal como aconteceu com Jasm Mohammed, de 60 anos, que afirmou que foi forçado a fugir quando os Árabes locais o caracterizaram como alguém simpatético com a milícia Curda com o nome de YPG:

Eu viajava para a frente e para trás da minha povoação em al-Jasmiyeh para Dir Bazim, que é Curda, porque a minha filha casou-se com um Curdo e vivia lá. O meu primo avisou-me para sair daqui depois da chegada do EIIL, e disse-me que eu era procurado porque eu visitava uma povoaçâo Curda com regularidade. Eles querem criar uma divisão entre os Curdos e os Árabes.

O EIIL tem alguns Curdos na suas fileiras. Um deles, Khatab al-Kurdi, da cidade Iraquiana de Halabja, liderava o assalto a Kobane mas, segundo activistas Curdos-Sírios,  crê-se que tenha sido morto durante combates recentes. Mohammed Amin, um advogado Curdo-Sírio, encontra-se actualmente na posição de juiz numa administração sob o controle do EIIL numa povoação a 20 milhas de Kobane.

Mas mesmo assim, dizem os Curdos, mesmo que nem todos os Árabes tenham traído os seus vizinhos Curdos, a batalha tem conotações étnicas tangíveis. Diz-se que residentes de povoações Árabes próximas disparam tiros para o ar em celebração sempre que um míssil atinge Kobane. Marwan Islamil Osman, activista politica de Kobane, afirmou:

No passado, nós éramos amigos dos nossos vizinhos Árabes e estudávamos na universidade com eles. Mas eles [os Árabes] não têm lealdades fortes. Durante mais de 35 anos, eles colocaram-se do lado do partido Ba'ath [que se encontra no poder] na opressão feita por estes ao povo. Agora, eles estão a fazer o mesmo para o EIIL Oitenta por cento deles [Árabes] são assim. Se por acaso os Curdos voltarem para as suas terras e para suas povoações, temo que ocorram actos de vingança - e creio que os Árabes irão fugir.

Fonte: http://bit.ly/1wbQv1c


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Claro que os Curdos têm razão ao atacarem o racismo Árabe, mas eles não se apercebem que esse racismo só foi exacerbado pela ideologia islâmica que eles tanto adoram e veneram.

O islão, dito de forma clara, é um movimento supremacista Árabe, mascarado de religião, com o proposito único de estabelecer um regime político Árabe onde quer que seja possível.

As minorias étnicas são pragmaticamente "toleradas", mas o seu estatuto inferior nunca deixa de ser ressalvado - mesmo que elas sejam da fé islâmica.

Em caso de dúvida, perguntem aos oriundos do Bangladesh como é que eles são tratados nos países do Golfo Pérsico.

sábado, 8 de Novembro de 2014

O propósito da "caridade" islâmica

Por Sharyl Attkisson

Pela primeira vez, detalhes surpreendentes sobre os milhões de dólares canalizados para as agências de caridade do Médio (para terroristas islâmicos e para as suas famílias) estão a chegar ao conhecimento público. Entre 2000 e 2005 o dinheiro foi usado para recompensar os terroristas e as suas famílias depois de ataques a Israelitas e Americanos que se encontravam em visita a Israel.

As evidências foram apresentados hoje durante um caso histórico que ocorreu no tribunal federal de Nova York. Trezentos Americanos alegam que o Arab Bank propositadamente providenciou serviços financeiros a terroristas e aos seus financiadores, uma clara violação da lei anti--terrorismo dos Estados Unidos. O Arab Bank responde, dizendo que não serviu os terroristas conscientemente.

Os documentos do Arab Bank revelam um elaborado sistema dentro do qual Amã, a sede na Jordana do Arab Bank, serviu como ponto central. Alguns Israelitas referem-se ao banco como o "Grand Central Station do financiamento terrorista".  Por exemplo, documentos do banco alegadamente mostram que uma dúzia de caridades do Médio Oriente com ligações ao grupo terrorista Hamas bem como a outros grupos radicais islâmicos, transferiram $32 milhões para o Arab Bank durante a segunda intifada. O dinheiro era alegadamente entregue às famílias dos suicidas bombistas bem como a outros palestinos que se haviam envolvido em actos de terrorismo contra os Judeus.

Outra agência de caridade, a Saudi Committee for the Support of the Intifada al Quds, enviou quase $100 milhões através do Arab Bank. A análise dos queixosos aos registos do banco indicam que $32 milhões dos $100 milhões foram distribuídos como pagamentos em numerário aos "mártires" e às suas famílias, incluindo as famílias dos bombistas suicidas, e o resto foi distribuído entre outras agências de caridade controladas pelo Hamas.

Segundo evidências hoje apresentadas pelos queixosos, e tendo como base os documentos do banco, as famílias dos bombistas suicidas receberam $5,300 em pagamentos, cerca de quatro vezes mais do que rendimento médio anual dos palestinos (~ $1,600).  Se o mártir acabasse ferido mas vivo, ele receberia $2,655. Se o mártir fosse preso e encarcerado, a sua família receberia $1,325. Os recipientes simplesmente apresentavam-se na filial do Arab Bank, mostravam a identificação e recebiam o dinheiro.

Segundo a lei anti-terrorismo, é ilegal os bancos levarem a cabo negócios com entidades designadas como terroristas ou grupos que eles saibam ou tenham motivos para acreditar que tenham ligações com actividade terrorista. É neste ponto que as duas partes entram em rota de colisão.

Na sua declaração inicial, o advogado do Arab Bank disse aos jurados que o Saudi Committee era um grupo humanitário legítimo e que nunca havia sido designado pelos Estados Unidos como organização terrorista. O Arab Bank alegou também que qualquer negócio que tenha sido levado a cabo com terroristas ou com grupos terroristas era limitado em natureza, e, devido aos erros de escrita ou erros de averiguação, totalmente não-intencionais.

Em 2005 o Arab Bank chegou a um acordo extra-judicial em relação a uma investigação levada a cabo pelo U.S. Treasury Department devido a alegações de lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo pagando uma multa de $24 milhões sem no entanto admitir ter feito qualquer infracção. Os queixosos do julgamento em Nova York buscam compensações e penalidades financeiras junto do Arab Bank.


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Seria interessante ver os líderes Ocidentais a levar mais a sério a questão da lavagem de dinheiro levada a cabo por agências de "caridade" islâmicas. Uma coisa, no entanto, é bem óbvia: em qualquer situação, é seguro afirmar que o lado do mal é aquele que disponibiliza elevadas somas de dinheiro às famílias de pessoas que explodem bombas em locais onde estão mulheres e crianças.


terça-feira, 4 de Novembro de 2014

Muçulmanos matam mulher que se havia convertido ao Cristianismo

"vem mesmo a hora em que, qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus." João 16:2

"Quem abandonar a fé islâmica deve ser morto". (Maomé, Volume 9, Book 84, Number 57)

Na manhã do dia 9 de Junho de 2014, no sul do Yémen, Saeed acordou ao som de gritos. Ele saiu do quarto, empurrou para o lado membros familiares assustados, e viu a sua esposa a arder no meio da cozinha, envolta em chamas. A sua esposa, Nazeera, havia estado a preparar o pequeno almoço por volta das 9 da manhã, quando entornou óleo alimentar para dentro duma panela quente. O líquido brilhou e a garrafa explodiu. Enquanto os seus 4 filhos observavam-na a gritar, Nazeera estava a ser queimada viva.  Saeed (nome falso), chorando, disse o seguinte ao Morning Star News:

Corri para fora do quarto e nem podia falar com ela sobre o que tinha acontecido. Tudo o que eu conseguia pensar era em apagar o fogo e levá-la para o hospital. Mas o meu filho de 16 anos não se continha em abraçá-la, mantendo-a por perto enquanto ela era consumida pelas chamas. Ele ficou ferido e eu tive que o afastar dela.

Cerca de duas semanas mais tarde, Nazeera, de 33 anos, morreu como resultado das queimaduras. Quando Saeed regressou para a sua casa, um parente disse-lhe o impensável - que membros da sua família e da sua família da sua esposa dela haviam retirado o óleo vegetal da garrafa e colocado em seu lugar gasolina. Saeed sabia do motivo: muitos anos atrás, ele e ela haviam-se convertido ao Cristianismo e voltado as suas costas ao islão.

Antes dos ataque, Saeed e a sua esposa tomaram a decisão de fugir das suas famílias e do país (Yémen) que é 99% muçulmano. Eles obtiveram os seus papéis de viagem dois dias antes da garrafa sabotada ter explodido.

Depois dos médicos terem dito que não havia mais nada que eles poderiam fazer por Nazeera, amigos dos casal conseguiram assegurar um quarto num hospital Egípcio para um tratamento melhor. Nazeera morreu nesse dia antes de poder viajar.

Saeed encontrava-se junto dela quando ela morreu e entre as suas últimas palavras dirigidas a ele encontravam-se recomendações para que ele não se preocupasse e que ele tomasse conta das crianças. Saeed deixou o hospital e viajou duas horas até chegar à sua casa. Foi aí que um parente lhe disse que um dos seus irmãos e um dos irmãos dela haviam conspirado contra eles como forma de os punir:

Foi-me dito por um dos parentes que tudo foi uma armação e que eles haviam substituído o óleo culinário pela gasolina (que se incendiou mal ela o despejou).

Quando Saeed se dirigiu à polícia como forma de obter ajuda, os oficiais presentes disseram-lhe que trouxesse testemunhas que pudessem confirmar a sua alegação de que havia ocorrido uma sabotagem com a garrafa de óleo. Os seus filhos apenas viram a explosão e não puderam testemunhar em favor duma sabotagem e os parentes de Saeed recusaram-se a incriminar os alegados conspiradores - os seus próprios membros familiares:

Ninguém irá testemunhar em nosso favor. A minha família disse que se eu fosse morto e cortado aos bocados, eles não fariam nada e nem iriam testemunhar em meu favor.

Saeed enterrou a sua esposa e tentou vender as coisas que ainda se encontravam na sua casa, mas os membros da sua família bloquearam os seus esforços. Inicialmente, e depois do ataque, os seus 4 filhos viveram na casa da sua mãe até que secretamente ele foi capaz de tirá-los do pais antes que os seus parentes os viessem retirar das suas mãos. A sua última imagem da sua casa é a dos seus parentes a invadi-la:

Perdi a forma de me sustentar bem como tudo o que nos tínhamos. No momento em que estávamos de saída, tentei vender as coisas que tínhamos, mas alguns dos meus parentes impediram-me e não consegui vender nada. Até no próprio dia em que eu peguei nas crianças para abandonar o país, eles atacaram a nossa casa e dividiram as nossas coisas entre eles. O resto, eles destruíram...
* * * * * * *


Esta é a famosa "tolerância" islâmica da qual tanto falam os apologistas muçulmanos e os seus servos esquerdistas presentes nos mais elevados postos da sociedade Ocidental. O mais curioso é que a mesma tolerância que os muçulmanos estão religiosamente proibidos de conferir aos Cristãos,é a mesma que eles exigem ter nos países Ocidentais.

sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Muçulmano esfaqueia irmã por não usar o hijab

Homem de Pankisi Gorge esfaqueou a sua irmã no peito com uma faca por esta se recusar o hijab. A polícia local declarou que o irmão, de 35 anos, infligiu 7 ferimentos na sua irmã de 33 anos. Pankisi Gorge encontra-se no nordeste da Geórgia e a maioria da população local pertence aos Kists, um subgrupo de Chechenos aderente da variante sunita do islão. A mulher ferida foi alvo de cirurgia de emergência no hospital local, enquanto que o seu irmão foi preso e se encontra actualmente sob investigação por tentativa de homicídio.

A mulher esfaqueada trabalhou por muitos anos como oficial da polícia na delegacia de Duisi mas deixou esse posto em Fevereiro para começar a trabalhar na administração da escola local. Segundo alguns locais, a mulher deixou a polícia sob pressão do irmão. Nesta pequena mas extremamente unida comunidade nem os familiares nem os parentes estão dispostos a tecer comentários em torno deste assunto. Segundo algumas notícias, o irmão sofre de problemas mentais.

Pankisi Gorge, que tem cerca de 7,000 Kists, assistiu durante as últimas duas décadas a propagação do islão radical – Wahhabismo, ou Salafismo, especialmente entre os jovens - que está gradualmente a tomar o lugar do islão tradicional. Isto causa conflictos entre as gerações mais antigas e as mais novas visto que as gerações mais antigas seguem o adat,  um código de conduta islâmico mais tradicional e mais moderado, presente em muitos grupos étnicos do Cáucaso.

Este conflicto veio à tona em Duisi, o centro administrativo do vale de Pankisi, onde os muçulmanos moderados e os radicais frequentam mesquita distintas. Por volta de Dezembro de 2013, os mais idosos disseram que entre 80 a 90% dos jovens seguem o Wahhabismo, o que é a sua maior preocupação. Em Duisi, havia também uma prevalência de jovens barbudos, vestidos com um estilo especificamente ortodoxo.

Embora muitas pessoas tenham um estilo de vida mais moderado, a ascenção do radicalismo é bem visível e a proeminência de homens Pankisi entre os escalões mais elevados dos terroristas do Médio Oriente é prova disso. Alguns dos líderes islamitas mais infames entre os grupos actualmente em actividade no Médio Oriente são de Pankisi Gorge. Um deles, Tarkhan Batirashvili, também conhecido como Umar al-Shishani, lidera uma das facções militares do Estado Islâmico na Síria, embora também participe de modo activo nas hostilidades no Iraque.

Outro islamita que também é de Pankisi Gorge é Murad (Muslim) Margoshvili, também conhecido como Muslim al-Shishani, comandante do grupo Junud al-Sham, afiliado à frente al-Nursa, ramo oficial da al-Qaeda na Síria e designado pelos Estados Unidos como grupo terrorista. Não existem dados oficias do número de Kists de Pankisi que estão a lutar no Médio Oriente; segundo alguns dados, o número vai de "varias dúzias" a "centenas".

Segundo a  Kakheti Information Center (ick.ge), seis homens de Pankisi já morreram na Síria até agora. Um deles era o proeminente comandante de campo Ruslan Machalikashvili, isto é, Seyphullah al-Shishani que em Fevereiro último foi atingido por um morteiro (ver vídeo).

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Fonte da Noticia: http://bit.ly/10waeg4

domingo, 26 de Outubro de 2014

O porquê de ser perigoso confiar nos seguidores de Maomé

Artigo Presente no Site RaymondIbrahim.com

Embora eu já esteja a viver no mundo islâmico há já quase 3 anos, os eventos descritos na história que se segue surpreenderam-me. Acho que a ideia de ser traída por um amigo ou por um colega de trabalho com quem já tenho uma longa ligação cordial ainda é difícil de aceitar. Devido a isto, quando soube que um grupo de mulheres muçulmanas traiu as suas colegas Cristãs como forma de assegurar uma posição permanente para as suas colegas muçulmanos, eu fiquei espantada.

Os eventos que levaram à traição começaram em Março de 2014 num hospital governamental em Lahore, Paquistão, onde enfermeiras Cristãs e muçulmanas já trabalhavam juntas há vários anos sem qualquer tipo de problema. Numa tentativa de poupar dinheiro, o governo tomou a decisão de não renovar o contrato das enfermeiras classificadas como temporárias (as enfermeiras ou eram permanentes ou temporárias, estas últimas com renovações anuais de contratos).

Por motivos óbvios, a equipa da enfermaria não ficou feliz com esta decisão governamental visto que as temporárias iriam ficar sem emprego enquanto que as efectivas iriam ver as suas horas de trabalho aumentar sem que com isso fossem proporcionalmente recompensadas. Num gesto de solidariedade, as enfermeiras Cristãs e as muçulmanas decidiram protestar os cortes na equipa em frente ao hospital (Ruth e Sandra representaram as enfermeiras Cristãs).

Pouco depois do protesto ter começado, a polícia chegou e perguntou às líderes das protestantes o propósito da manifestação. Ruth explicou-lhes a situação mas foi dito às enfermeiras que elas estavam erradas e que elas deveriam voltar para casa. Foi então que as representantes muçulmanas disseram à polícia que elas [as muçulmanas] eram apenas espectadoras e que não faziam parte do protesto.

Quando os polícias ouviram isto, prenderam as enfermeiras Cristãs, que, ainda em choque com a traição das colegas muçulmanas, gritaram "Olhem à vossa volta! É claro que elas estavam aqui a protestar connosco!". A polícia ignorou o óbvio e prendeu as 17 enfermeiras Cristãs por "conduta desordeira".

No dia seguinte, as autoridades muçulmanas locais visitaram as enfermeiras (que haviam sido libertas sob fiança) e disseram-lhes que se elas se demitissem, nenhum acusação lhes seria feita. As enfermeiras Cristãs aperceberam-se então que o protesto se havia transformado num esquema para substituir as enfermeiras Cristãs, que tinham estatuto permanente, pelas enfermeiras muçulmanas, que tinham estatuto temporário. As enfermeiras Cristãs recusaram-se a apresentar a demissão e disseram que iriam lutar contra a injustiça nos tribunais.

Curiosamente, este tratamento injusto chamou a atenção de algumas pessoas dos média muçulmanos, que expressaram a sua simpatia para com as enfermeiras Cristãs. Eles juntaram forças com organizações Cristãs e pressionaram o governo a abandonar imediatamente as acusações, e a dar de volta às Cristãs o seu emprego. Uma semana mais tarde, as enfermeiras Cristãs voltaram para o hospital e tudo parecia estar normal (o governo renovou também os contratos das enfermeiras temporárias).

Infelizmente, as enfermeiras muçulmanas ficaram zangadas com o facto das suas irmãs muçulmanas não terem obtido estatuto permanente e devido a isso, espalharam o rumor de que Ruth e Sandra haviam blasfemado contra o islão. No espaço duma hora as duas mulheres Cristãs foram forçadas a sair do hospital devido às ameaças violentas que receberam da parte dos membros da equipa. O marido da Sandra, que já trabalhava como técnico de laboratório há vários anos, foi também forçado a sair.

Sabendo muito bem o que estava para acontecer, tiraram os seus filhos da escola e esvaziaram as suas contas bancárias. Durante esse período, o marido da Ruth telefonou-lhe para dizer que ele havia sido despedido da posição de gerente de hotel, cargo que ele já tinha desde 1999.

Nessa noite, enquanto se encontravam sentados à mesa tentando organizar o seu pensamento em relação aos eventos desse dia, receberam uma chamada dum amigo,  dizendo-lhes que uma multidão se dirigia até à sua casa para os matar. Eles pegaram em tudo o que tinham, e fugiram para uma casa do campo pertencente à família de Ruth. De lá, pediram visas para a Tailândia, onde se juntaram a mais de 7,000 refugiados Paquistaneses que estão actualmente a viver na Tailândia devido à perseguição religiosa.

Tal como disse a Amnistia Internacional em 1994:
Durante os últimos anos várias pessoas foram acusadas de blasfémia no Paquistão; em todos os casos conhecidos pela Amnistia Internacional, as acusações de blasfémia parecem ter sido levantadas arbitrariamente, fundamentadas em nada mais que as crenças religiosas minoritárias dos indivíduos. . . . . As evidências disponíveis em todos estes casos sugerem que as acusações foram levantadas como forma de punir membros das comunidades religiosas minoritárias.... Em muitos casos, a hostilidade para com grupos religiosos minoritários parece ser aumentada pela inimizade pessoal, rivalidade profissional ou económica, ou por um desejo de obter algum tipo de vantagem política. 
Consequentemente, a Amnistia Internacional chegou à conclusão que a maior parte das pessoas que enfrentam acusações de blasfémia, ou que são condenadas com base em tais acusações, são prisioneiras de consciência, detidas apenas e só devido às suas crenças religiosas, reais ou imputadas, em violação do seu direito à liberdade de pensamento, consciência e religião. (Crucified Again, p.136)
Fonte  http://bit.ly/1mFH487

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sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Franco-portuguesa convertida ao Islão denuncia "islamofobia" em França

"Shérine" é o nome de conversão de Cristina Gomes, filha de pais portugueses e nascida em França há quase 27 anos. Shérine usa o niqab, o véu que deixa apenas visíveis os olhos, e abraçou o Islão há dois anos, tal como mais dois irmãos.

"Os meus pais aceitaram porque o meu irmão tinha aberto o caminho. Mas, é verdade que, ao princípio, o meu pai ficou desiludido porque dizia que não serviu de nada ter-nos educado com a fé cristã porque a acabámos por trocar. Só que não era a nossa escolha, submetemo-nos simplesmente à religião que eles nos deram", conta.

Aos 15 anos, Cristina tinha pensado em ser freira, passou mesmo algum tempo num convento e usou a touca de freira, "como hoje usa o niqab", precisa. Leu "a Bíblia, os Evangelhos, o primeiro e o segundo testamento", mas tinha muitas dúvidas que se acumularam quando foi vítima de violência doméstica durante o primeiro casamento, tendo deixado de acreditar em Deus.

"Quando comecei a interessar-me pelo Islão, voltei a acreditar em Deus". E foi como muçulmana que voltou a casar, garantindo que não foi o segundo marido que a influenciou porque se convertera um ano antes de voltar a dar o nó.

A jovem, residente na periferia de Paris, é taxativa quando afirma que "há imensa islamofobia em França", garantindo que "não se sente em segurança", por exemplo, quando vê a circular mensagens nas redes sociais para "espancar as mulheres que usem véu".

A culpa, diz, é dos meios de comunicação social que "exageram", levando a que os franceses ponham "toda a gente no mesmo saco".

"Não se deve misturar o que se passa com muçulmanos em outros países com o que se passa em França. Se todos os muçulmanos fossem como os 'media' os mostram, a França já teria sido atacada há muito tempo e a ‘sharia' [lei islâmica] já estaria cá. Há bons e maus muçulmanos como há bons e maus cristãos, judeus, ateus ou ortodoxos", completa. 

Ainda assim, Shérine já foi abordada, nas redes sociais, para ir para a Síria, admitindo que é algo recorrente porque "há muitos estrangeiros que vão para a Síria fazer a ‘jihad', sem falar árabe, sendo difícil encontrar uma mulher" e "os franceses procuram mulheres que estão em França, muçulmanas e dispostas a juntar-se a eles".

"Fui contactada por dois irmãos que estavam na Síria e que procuravam uma mulher disposta a trocar a França por um país muçulmano. Eles combatiam na 'jihad' e a mulher ficaria num lugar da Síria livre a para tomar conta das crianças e de casa. Rejeitei porque nunca se sabe o que realmente se passaria quando lá chegasse", diz.

Por outro lado, Cristina faz questão de sublinhar que "a 'jihad' só se faz quando um país muçulmano é atacado", apontando que "muitos a vêem como um jogo e partem para se exibirem como heróis sem saberem o que é realmente a 'jihad'".

Quanto às acções do grupo Estado Islâmico, a jovem fala em "seita" que "nada tem a ver com o Islão", lamentando que os muçulmanos sejam "julgados por actos aos quais eles próprios se opõem". 


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Como é normal com os muçulmanos, esta muslima é incapaz de fazer algum tipo de relação entre o comportamento dos muçulmanos e a atitude que os não-muçulmanos vão desenvolvendo contra a sua fé. Para os muçulmanos, a aversão crescente que os ocidentais têm pelo islão nunca pode ser culpa dos actos dos seguidores de Maomé, mas sim do "preconceito" que os não-muçulmanos podem ter contra o islão.

Mas o que o tempo e as acções maometanos vão gradualmente demonstrando é que a coisa mais natural do mundo é sentir aversão por uma ideologia política (mascarada de religião) que justifica o tipo de coisas que os islâmicos vão fazendo um pouco por todo o mundo. 

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

A tirolesa ofensiva

Homem Austríaco foi multado por cantar a tirolesa enquanto cortava a relva da sua casa uma vez que isso "ofendeu" os seus vizinhos maometanos. Helmut Griese, de 63 anos, foi considerado culpado por "ridicularizar" as crenças religiosas dos maometanos, e condenado a pagar quase £700 por parte dum tribunal de Graz. Como forma de evitar um processo judicial prolongado, com todos os custos legais inerentes, o senhor Griese concordou em pagar.

O tribunal ficou a saber como a família maometana considerou o senhor Griese como um "velho resmungão" cujo cantar Alpino público alegadamente tinha como propósito ridicularizar a sua religião. O homem reformado foi acusado de tentar "gozar e imitar" o chamamento do Muezzin, que chama os fiéis maometanos para a mesquita. Os maometanos alegaram que ele dava início ao seu cantar no preciso momento em que eles se ajoelhavam para as suas rezas.

No entanto, o senhor Griese disso ao jornal Austríaco Kornen que "não era a minha intenção imitar ou insultá-los. Eu simplesmente cantava algumas músicas tirolesas porque estava bem disposto." O tribunal ouviu como as coisas aqueceram na parte final do Verão quando o senhor Griese estava a cortar a relva do seu quintal e a cantar a tirolesa ao mesmo tempo que a família maometana rezava. A polícia foi chamada e ele foi intimidado.

O senhor Griese foi acusado de "menosprezo de símbolos religiosos" - uma ofensa que é normalmente usada para acusar neo-nazis que atacam sepulturas judaicas - e de dificultar uma práctica religiosa.

Fonte da notícia: http://bit.ly/1te9GlQ

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Mais uma vez se torna claro que os interesses da elite que governa a Europa não estão de acordo com os interesses da maioria dos Europeus. Numa situação normal, não seria o estrangeiro a ver as suas "crenças religiosas" respeitadas e o nativo ofendido, mas exactamente o contrário.

Ainda existem pessoas que se admiram com a ascenção dos partidos nacionalistas na Europa, mas depois de se lerem notícias como esta, esta ascenção é mais do que previsível. Se um nativo se sente como um renegado no seu próprio pais, ao mesmo tempo que vê estrangeiros a serem protegidos pelo mesmo governo que deveria colocar os interesses dos nativos em primeiro lugar, é mais do que óbvio que a semântica dos partidos nacionalistas ganhará mais força.

A paciência dos nativos Europeus invariavelmente atingirá o ponto de rotura e por essa altura uma guerra civil ocorrerá por toda a Europa.  O que os nativos Europeus podem ficar a saber desde já é que em caso de guerra civil, a elite Europeia estará do lado dos colonizadores maometanos.

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sábado, 18 de Outubro de 2014

Fábio - o jihadista que queria ser estrela da bola

Por Hugo Franco e Raquel Moleiro

FR7. A sigla que usava nas redes sociais quando era adolescente diz tudo sobre o seu sonho: Fábio queria jogar futebol, ser profissional, um Cristiano Ronaldo saído dos subúrbios da Grande Lisboa, um avançado de talento apurado nos vários clubes de bairro que frequentou ao longo da Linha de Sintra. Não ficava muito tempo em cada um, era brigão, inconformado, impaciente. Queria mais.

Queria ser como o craque, seguir-lhe os passos de chuteiras. Tinha o estilo 'jogador da bola' - cabelo encaracolado à David Luiz, físico de modelo - mas o talento não entusiasmou nenhum olheiro. Em 2011, aos 19 anos, deu o salto, emigrou para Londres, sozinho, com a ambição de jogar na Premier League. Era o tudo ou nada. Tornou-se um dreamchaser, caçador de um sonho, mas no fim foi ele o apanhado na rede de captação de jihadistas para a Síria.

Em dois anos converteu-se ao islamismo, radicalizou-se e casou-se com uma portuguesa: Ângela, cuja história o Expresso revelou na última edição. A cronologia desses dias constrói-se com os relatos de amigos e familiares, que conversaram com o Expresso. Nenhum quis ser identificado. E começa no apartamento, onde alugou um quarto, no bairro de Leyton, na zona oriental de Londres, morada de uma das maiores comunidades muçulmanas do Reino Unido. E adensa-se num ringue de Muay Tai, no ginásio de uma organização de solidariedade social destinada a integrar jovens através das artes marciais. Fábio não tinha emprego e apenas jogava futebol em clubes amadores, à experiência. Passava ali muito tempo.

Entre o bairro e o ginásio construiu um novo grupo de amigos. E tornou-se mais próximo de três deles, portugueses, irmãos, entre os 25 e os 29 anos. Como ele, tinham crescido na Linha de Sintra, a poucos quilómetros uns dos outros. Como ele, tinham raízes em Angola. Mais velhos, conhecedores de Londres, tornaram-se uma referência. Ao contrário dele, eram muçulmanos, convertidos há uma década. Mas essa diferença acabou por se esbater.

Fábio chamava-lhes irmãos. E recebia deles companhia, apoio, alimentação, até dinheiro. As conversas passavam muito pelo Islão e o futebolista começou a interessar-se. Nunca fora religioso, mas convenceram-no a ler o Corão, a perceber o Islão. A geografia ajudou à mudança. Moravam todos perto de uma mesquita há muito referenciada pelas autoridades britânicas por incitar ao extremismo e apoiar financeiramente o conflito na Síria. Foi aí que os três irmãos se tornaram muçulmanos. E rapidamente, também Fábio começou a falar em conversão. O fim de um namoro e a desilusão do futebol deixaram-no sem rumo. Fez treinos de captação em vários clubes e até integrou um clube britânico amador, de caça-talentos, mas sem sucesso. Voltar para Portugal não era opção. Recrutá-lo para a Jihad (guerra santa) foi só mais um passo.

Os amigos e familiares não-muçulmanos começaram a estranhar as conversas. Denegria a religião católica, citava versículos do Corão, rezava e até elogiava quem ia lutar como mujahid para a Síria. "O miúdo rebelde tornou-se um miúdo radical", lamenta uma pessoa próxima de Fábio.

De Fábio para Abdu

Março de 2013 foi o mês da mudança. No início o ego estava em alta. Dia 3, no Twitter, escrevia: "Talento? Eu tenho... Herdei-o das minhas raízes. Plantei a semente, agora colho os frutos". A cada jogo um novo tweet: "A maratona para me tornar uma lenda continua". Mas a meio do mês começou o desânimo: "Preciso de uma mudança". Dia 31, escreve pela última vez nesta rede social: "Tomei a decisão da minha vida". Em Outubro surge no Facebook já na Síria, e com um novo nome árabe: Abdu. "Cheguei há duas semanas a Shaam [Grande Síria], Alhamdulillah, este país é maravilhoso. A Jihad é a única solução para a Humanidade."

Dois dos três irmãos da linha de Sintra viajaram com ele. Continuam todos lá. Ao grupo juntou-se outro português, algarvio, 28 anos, actualmente afastado da frente de combate: foi ferido com gravidade nas pernas. Todos eles fazem parte do contingente de 10 a 15 jihadistas com passaporte português que têm combatido nas fileiras do Estado Islâmico (EI), na Síria e no Iraque (ver texto ao lado).

Até ao início deste ano, a família não sabia do paradeiro de Fábio. Descobriram, por acaso, a sua página de mujahid nas redes sociais. O rapaz da linha de Sintra que queria ser estrela de futebol integrava agora a brigada Kataub al Muhajireen do EI, constituída por combatentes de países ocidentais, como a Grã-Bretanha, França, Espanha e Alemanha. Abdu aparece de cara descoberta, sorridente, armado, a bandeira preta e branca do EI a surgir em quase todas as fotografias.

Foi um choque para quem o viu crescer. "Estamos muito preocupados com a vida dele. Queremos que ele volte para casa", desabafou ao Expresso um familiar. Contactá-lo não tem sido fácil. O Facebook tem sido a única janela de acesso. Entre comentários de extremistas islâmicos a exaltar os feitos de Abdu na frente de guerra, surgem lamentos em português da mãe e da tia: "Responde à minha mensagem Fábio" ou "Estou muito preocupada meu sobrinho. Bj saudades".

Em Abril deste ano, o Expresso conseguiu conversar com ele através do chat do Facebook. Nunca confirmou ser português. "Não se trata de nacionalidades. A partir do momento em que se aceita o Islão seguimos os desígnios de Alá. Nessa altura percebemos que não há razão para não vir [para a Síria]". Sempre em inglês fluente, quis apenas falar do Islão, da guerra santa e da decadência do Ocidente, sempre em tom de censura, de acusação. "Alá sabe o que vai no coração de todas as criaturas. Ele criou-nos a todos. Portanto, se pretendem mentir sobre os homens que abandonam as suas casas e famílias para dar as suas vidas em nome das pessoas oprimidas, por favor mudem as vossas intenções."

Durante a conversa, o jovem combatente respondeu várias vezes com excertos do Corão. Sobre ele e sobre o local onde se encontrava nada disse: "Isso é confidencial". Mas o acompanhamento da sua actividade nas redes sociais desde Outubro de 2013 permite traçar o percurso do português no Médio Oriente: ficou primeiro em Damasco, depois foi para Alepo, agora está em Raqqa, no norte da Síria, entre a Turquia e o Iraque, a primeira cidade que os radicais islâmicos tomaram a Bashar al-Assad.

A cada post - e são muitos e frequentes - revela o seu radicalismo: exalta o atentado do 11 de Setembro ("Lembramos à América o que aconteceu às suas preciosas torres"), exibe as suas armas de guerra ("Fui ao toys'r'us e arranjei um novo brinquedo") e deixa-se fotografar ao lado dos companheiros de combate, como o rapper alemão Deso Dog, que se transformou na estrela da Jihad Abu Talha al-Almani: ou Abu, um dos irmãos portugueses que o converteram ao Islão.

Há menos de um mês, Abdu subiu mais um degrau na sua vida consagrada ao Islão: aos 22 anos casou-se com uma mulher muçulmana. Umm, 19 anos, chegou à Síria no início de Agosto, o rosto coberto por um niqab preto, que só deixa a descoberto os olhos escuros. Nunca se tinham visto antes. O namoro e o noivado fizeram-se online, ela em frente a um computador na Holanda, nos arredores de Utrech; ele em Raqqa. Em comum descobriram o radicalismo islâmico, a oposição ao Ocidente e a nacionalidade portuguesa. Umm nasceu Ângela, filha de um casal de emigrantes alentejanos, também ela a única muçulmana da família, também ela convertida em tempo recorde influenciada pelos amigos.

A 10 de Agosto, a lusodescendente aproveitou a ausência da mãe e fugiu. Agora vive com Abdu numa zona residencial juntamente com vários casais ocidentais, da Holanda, Inglaterra e Alemanha. Só sai de casa com autorização do marido e vai às compras, ao mercado, armada com uma pistola de 9mm. A sua página do Facebook é uma janela para o dia a dia do casal de jihadistas portugueses: desmente o cenário da guerra, descreve ruas cheias de gente e crianças que brincam, exalta a felicidade de viver de acordo com a lei islâmica. Não há medo, as bombas são oportunidades para serem mártires por Alá. E confessa o desejo de ser mãe quanto antes.

Esse passo poderá ter de esperar. Na foto que Abdu pôs esta semana na sua página pessoal, o muhajid surge de corpo inteiro, ar sério, a segurar uma bebida energética. Em jeito de legenda, alguém o localiza em Mossul. Fábio foi para o Iraque lutar pelo califado.

Fonte

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